| RIO CARNIVAL LIVE REVUE HISTORY | |||||||||||||||||||||||||||||
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A cultura brasileira, da qual o Samba se apresenta como uma das mais
representativas amostras, é uma mistura de prazer, sensualidade
e alegria de viver. Seu caráter multiforme deve-se à riqueza
de sua origem e desenvolvimento. Os corações e mentes provindos
de diversos continentes elevaram suas vozes, conjurando Sorte e Fortuna
para a nova terra.
Foi esta singela sabedoria de vida que o Europeu encontrou ao desembarcar no Brasil pela primeira vez. Também ele trouxe seus deuses, suas tradições, suas músicas. Do amálgama destas três culturas, surgiu uma quarta, singular, ímpar, sem paralelo: a cultura brasileira. Sua mais conhecida e melhor enunciação é, talvez, o Samba, um ritmo que permite aos elementos de cada cultura formadora fluirem conjunta e harmoniosamente. O Índio emprestou ao Samba a sensualidade e o amor à vida dos seus rituais vinculados à fertilidade da terra; o Africano deu seu ritmo e a força das suas crenças, posta à prova no sofrimento; o Europeu contribuiu com suas românticas melodias folclóricas, e o fausto das suas côrtes imperiais como inspiração para as imponentes e luxuosas fantasias. Anualmente, o Samba alcança o seu ápice no Carnaval. Nestes quatro dias acontece a mais democrática de todas as festas, na qual ricos e pobres, negros e brancos, brasileiros e estrangeiros, todos comemoram, dançam uns com os outros, e, ao som dos pandeiros, tamborins, cuícas, reco-recos, e demais instrumentos típicos do Samba, esquecem suas máguas e preocupações e renovam seu gosto pela Vida.
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